terça-feira, 30 de setembro de 2008

GUARDA-VIDAS (TEMPORÁRIO)




Com a proximidade do verão, em todo litoral é época de se abrir vagas para o trabalho de guarda-vidas.
Um trabalho temporário, que se inicia nessa época do ano, e termina no final da alta temporada.
Há todo um treinamento, aliás sério treinamento, como deve ser.
Esses dias, estávamos assistindo o jornal local, e na notícia sobre a abertura dessas vagas, fiquei pensando:
Dentre as exigências para o candidato, a pessoa precisa ter ensino fundamental, apresentar uma série de documentos, dentre eles, o atestado de antecedentes.
Foi aí, que despertou minha curiosidade.
Eu pergunto:
Se o indivíduo, na praia, tomou todas, se enfia na água, está morrendo afogado, que diferença faz, se quem vai salvá-lo, tem ou não, qualquer passagem pela polícia?
Por outro lado, sabemos que existem tantas pessoas que cometem erros, pagam por eles, se arrependem, e nunca mais conseguem levar uma vida normal.
As portas se fecham para eles.
Pois eu acho que está aí, uma função para reintegrar um indivíduo, sem qualquer risco.
Por que será, que um indivíduo assim não serve para salvar vidas?
Mas não existe nenhum problema em ser político, um cidadão, que já cometeu atrocidades das mais diversas?
Político pode?

11 comentários:

Adelino disse...

Ana, o seu texto foi perfeito. Dos candidatos a cargos eletivos, segundo noticiam, a maioria não tem bons antecedentes, e no entanto estão aí querendo "representar" a população. Se isso é democarcia, porque vetar a entrada de alguém que tenha cometido um deslize e já pagou por sua pena? Nao poderia ele salvar vidas?
É um ponto a ser ponderado.
Parabéns pelo seu post.
Beijo.

PS - E quantas vidas um senador, deputado, vereador, presidente já ceifou por uma má administração? Por exemplo não resolvendo o problema do desemprego? Da Saúde Pública? Quantas vidas?
Beijos.

CRIS disse...

Perfeito, Aninha.

Político pode sim, infelizmente. Político é aquele que ninguém mais quer salvar.

beijão, linda.

Aninha Pontes disse...

Adelino:
Foi nisso que pensei, quando fiz o post.
Acho até que poderia ser uma bela profissão, algo que reintegrasse um ex presidiário, que tem mil dificuldades em faze-lo. Uma bela maneira de fazer com que o indivíduo repensasse na vida, valorizasse mais a vida.
Que mal há?
Precisa é ser um bom nadador, mas seu passado? O que importa.
Agora na política, não precisa nem estudar né?
Um beijo.

Cris:
Verdade meu bem, ninguém que salvar, aliás, alguns até que não fariam falta se virassem comida de peixes né?
Beijos

Rosamaria disse...

Político pooode!

Tens razão, Aninha! Nunca tinha pensado neste assunto.
Bjim.

Claudio Costa disse...

Pois é: atestado de bons antecedentes pra salvar vidas? E o ladrão lá do sul que devolveu o carro pq tinha uma criança dentro? E o 'bom ladrão' que foi pro céu? Eu, hein...

Tina disse...

Oi Aninha!

Sabe da maior? AQUI político PODE. E a gente paga o pato. (e sustenta eles também). PODE?

Post perfeito para a época...

beijos querida,

PS: Manjericão vai a toda, sabia? (rs)

Luci Lacey disse...

Aninha

Para pobre nao tem perdao.

Se o cara nao e um serial Killer, errou, arrependeu, a vida continua.

So os politicos e seus descendentes podem.

Lembre-se do indio Pataxo que foi morto incendiado por garotos de classe media alta de Brasilia, nunca foram para cadeia e hoje, sao formados, exercendo a profissao de medico, advogado etc.

O cara pode tirar sim, atestado de antescedentes, porque nunca foi preso, o nada consta, sai limpinho.

Beijinhos

Yvonne disse...

Aninha, seu texto foi perfeito e até tem algo a ver com o meu último post a respeito do racismo que existe aqui no Brasil.

Gostei também do comentário do Claudio Costa que mencionou o ladrão de automóvel que foi mais gente do que o dono do carro que deixou o filho dormindo enquanto enchia a cara. Situação inimaginável.

Querida, vou viajar hoje e só retornarei ao mundo blogueiro na próxima quinta.
Beijocas carinhosas e até a volta.

Maria Augusta disse...

Aninha, você tem toda razão todo mundo merece uma segunda chance, e na hora de salvar vidas não interessa os antecedentes da mão que salva. E como você disse, os bandidos "de colarinho branco" sempre são perdoados.
Um grande beijo.

Renata Lopes Costa disse...

Oi Ana, gostei muito do teu blog, parabéns pelas palavras!
Virei sempre!!
Se tiver um tempinho, dá uma espiadinha no meu, estou iniciando neste mundo de blogueira, mas confesso que estou amando. Vou lá "correndo" te lincar...Bjos, Renata.

Aninha Pontes disse...

Rosa querida, pensei nisso.
Porque não dar uma segunda chance a quem cometeu um erro.
Mas os graúdos podem.
Beijos.

Cláudio querido, tem razão. Merece muito mais respeito um ladrão que optou por entregar uma criança, do que os pais, que foram se divertir, sem se preocupar com um inocente.
Aí é que vemos que há casos e casos.
Um beijo.

Tina querida, é isso que revolta, eles podem tudo, o povo é só o povo.
Cuida bem desse manjericão, ele está lindo.
Beijos.

Luci meu bem.
É isso, cometer um erro, mas querer continuar a vida honestamente, deveria ser motivo mais que suficiente para ter uma nova chance, mas não, pobre, não.
Você lembrou bem, o caso do índio.
Tem também o caso dos rapazes que surraram a empregada doméstica né?
Beijos.

Yvone meu bem.
Na verdade estamos cheios de casos estarrecedores né?
É o país das injustiças.
Vai querida, aproveite e beije muito o Gabriel.
Nós te aguardamos.
Um beijo.

Maria Augusta:
Todo mundo merece, e deveria ser analisado, principalmente quem quer uma segunda chance.
Esse negócio de exigir atestado de antecedentes é humilhante para quem sabe que já cometeu erros e que isso vai marca-lo.
Para uma função como essa por exemplo, para que exigir?
Um beijo.

Renata meu bem.
Seja bem vinda.
Já fui lá te ver, e vou voltar.
Tenho certeza que vc vai gostar.
Tenho muitos amigos, amigos queridos, e você também os terá.
É um mundo delicioso.
Um beijo.